O Corredor de Redes
SLOVOKIA CITY 3001
Tangentes enumeradas de glogs e Broken Wings, todos andando pelas estradas molhadas da antiga cidade europeia de SLOVOKIA, em 3001 d.C.
O Corredor de Redes
Sumonando seu poder brilhoso são disparados hectabites de digitalizações que através de filtros que transportam a informação analógica em bits e inversamente após em strictu sensu ao analógico da mesma informação. Ruídos filtrados são captados na sala do Corredor de Redes, o admirável Wintson, quase que como em usina nuclear de 1970, com todo cuidado e aparelhagem necessária a evitar uma ecatombe.
A informação obtida é sobre como obter mais luz de qualidade neste sistema solar que agora já se encontra até que bastante povoado por nosso povo humanoide. Impossível transportar qualquer estrela para cá, temeroso. A única alternativa segura é a criação de outros dois ou três sóis de maquinaria elétrica engenharia e proporções gigantes, para assim aquecer a lua de Europa e o planeta Netuno. No entanto todo cuidado é pouco, qualquer mudança climática pode vir a causar intempéries no próprio sistema solar afetando os movimentos de translação e rotação destes astros.
Wintson recebe as informações a transporta rapidamente para a Cyborg-fábrica próxima a Europa, que rapidamente traz com novas naves gigantes os materiais suficientes para construção da nova possibilidade de iluminação a colonizar um local distante.
Acertando os controles para o coração do sol os navegadores temem a chegar neste local impestuoso a qualquer momento, por qualquer falha, vir a comburar de forma própria e extinguir tudo que está próximo.
A Paisagem de SLOVOKIA
Carlos William sai da sala de controles em que também se encontra para fumar um cigarro. A paisagem fora do prédio é um tanto caótica. Tudo parece tão escuro mas felizmente há enormes telões digitais com informações do Estado, noticiários, políticas de conscientização, filmes e também mesmo clipes de bandas dos anos de 1070. Em meio a todo este caos há pessoas com mais dinheiro que trafegam em carros voadores extremamentes caros e modernos. Há também aqueles que, como não tanto dinheiro, transitam em veiculos de duas rodas semelhantes às motocicletas antigas. Há no escuro pela perda de potência da estrela de nosso sistema solar, um clima mais frio, noites mais longas e também um grande contraste com o colorido destas enormes telas dispostas em arranhacéus de alturas inimagináveis. É um grande formigueiro humano!
Há muito amor e história nessa paisagem de atrito tão grande, possível de tantos leitmotivs. É possível ver casais dirigindo seus carros e motos de litosfera indo comprar frutas ou então apenas fazendo compras para abastecer seus armários e após preparar refeições que às mãos dos mais hábeis se tonarm confortantes com ternura e deliciosas. Há muitos bares e restaurantes, assim como casas de banhos, spas e também locais para diversos tipos de diversão. A Inteligência artificial e a possibilidade de redução de carga horária de trabalho torna a atividade laboral algo mais usual a obtenção de um lucro para as necessidades básicas de muitos. Isso faz que, apesar da perplexidade, a vida se torne mais simples e amorosa. Existem inúmeros dramas, risos e infinidades de possibilidades de roteiros de histórias neste grande formigueiro humano de Slovokia.. que é em geral é uma cidade muito mais noturna e menos movimentado que a ultrapólis chinesas e vietnamitas.
Para atualizar nosso leitor é necessário esclarecer algumas informações sobre àqueles mundo de 2025 em constrate aos dias de hoje. Os Estados Unidos hoje é uma nação voltada ao entretenimento com grandes polos cinematográficos e inúmeras possibilidades roteiristicas de filmes, historias obtidas por freelancers de diferentes lugares do mundo, com o objetivo de abastecer com histórias e alegrias a vida de nossos habitantes do planeta Terra. É um polo importante também na produção de música, como diversos países latinos. E nestes mesmos países latinos há lugares paradisiacos com praias maravilhosas que trazem turistas do mundo todo a apreciar a natureza futurista, com a possibilidade de uma costa maritima limpa e rica flora e fauna.
A Grande Transformação Social
Há realmente um grande interesse pelo bem estar e pela boa convivência humana, um interesse particular iniciado na China, por volta do ano de 2030, que ainda incipiente veio a trazer muitos frutos, já estabelecendo em 2202 no Congresso Latino-Chinês com representantes do mundo todo, a possibilidade de uma democracia mais firme e agradável, possível, a todos.
A taxa de alfabetização é de 100% devido aos recursos de inteligência artificial, que logo cedo instruem todos os habitantes a formação clássica similar ao Trentium e ao Quartium da Grécia Antiga. Possibilidades também de reinterpretação de contextos passados são possíveis nesta machinaria extensa. Há diarquias como na Esparta antiga, monarquias como na Europa, presidentes republicanos, ecoambientalistas, e até mesmo um pequeno estado anarquista, grande produtor de conteúdo criativo, localizado na antiga Turquia.
Reflexões de Carl
Eu, Carl, fico a imaginar, depois de tantas reflexões neste grande sistema do Corredor de Redes, sobre a história do mundo… Tentamos sempre novas possibilidades de nos tornarmos felizes. Mas somos um planeta para tantas pessoas. Tivemos que estabelecer regras muito severas de natalidade em 2100. E admito que nesta paz, confortante, já estamos "muito parados" desde 2700, sendo que, mais do que nunca, nossa vontade é habitar nossos outros planetas e luas de forma a torna-los mais possíveis, menos insalubres à fixação humana. A formação de Cidades-opéias são numerosas em Marte e também em Celene, a lua terrena. Lá em Marte há pessoas felizes, um ambiente muito menos inóspito, um ar possível de ser respirado, árvores por todos os lados e até mesmo praias com água doce e limpa. Tudo feito através de engenharia, elétrica, mecânica, ciborgaria, hidráulica, naturalismo e artificialismo extremamente avançados.
Broken Wings
Os Broken Wings parecem não ser muito bem vindos em seus sistema planetário habitual e vieram aqui após humildemente solicitarem a nossos líderes terrenos a possibilidade de também ocupar nosso planeta. Com a vinda deles trouxeram muita cultura e tecnologia, mapas enormes do universos, informações diversas, mesmo de praças de mercado estelares diversas em outros locais do universo. Eles falam nossa língua sem nenhuma dificuldade, tem cerca de 2,20 m um adulto, vivem de forma natural até os 50 anos (o que pode ser prorrogado com nossa tecnologia, mas que não é necessário por motivos que irei explicar adiante). As Broken wings e seus pares masculinos são muito bonitos e graciosos, apesar de estarem mais concentrados em divertir-se com histórias de nosso planeta em tempos antigos, que os elevam em alegria extrema, quase que certo pelo desejo destes encontrar um novo planeta de ambiente hóspito para lá concretizar histórias tantas de reinos que aqui leram e aprenderam. Tem predileção especial pelo século XVI.
Glogs
Os glogs não são muito bem aceitos, mas não tivemos muita opção a não ser aceitá-los. Sua inteligência é muito grande e são um pouco melindrosos, com tecnologia superior. Então toleramos e temos um tratamento de paz vitalícios, pétreo, afim de não existir conflitos entre nós humanos e seu povo. Eles geralmente vem ao nosso planeta para apreciar a nossa comida e arte. Costumavam ser mais zombadores por volta de 2903 quando chegaram, mas que devido a boa convivência com os humanos hoje são mais agradáveis, mexem menos com as mulheres e metem-se menos em problemas. Eles tem cerca de 1,50 m de altura e tem uma beleza diferente. São muito magros e magras, o que pode atrair muitos humanos. Mas somente hoje os relacionamentos amorosos entre nosso povo e eles se tornou mais saudável, com menos números de casos na Justiça local, o que costumava ocorrer principalmente devido ao temperamento difícil e para-destrutivo com o companheiro ou companheira.
Educação e Humanização
As crianças costumam frequentar as escolas diariamente. Há tantas delas e tantas linhas psicopedagógicas que isso se torna um mar de maravilhas, onde elas podem aprender sobre temas diversos e se tornarem prodigiosas desde sempre. Mas foi a China novamente, desta vez junto com os Estados Unidos, México e Brasil, que em 2123 criaram leis pró-humanização devido ao ambiente extremamente inóspito, de certa forma, que nós humanos estavamos tendo entre nós mesmos. Havia muito egocentrismo em determinado contexto da histórias, pouco compartilhemento de narrativas, muitos casos tristes dado à depressão da população pelo nosso descuidado com o outros. Então foram estes mesmos países supracitados que criaram as políticas de humanização que restrigiram muito a quantidade de materiais destrutivos disponíveis na mídia. Isso foi aceito com comemoração pois a população de forma geral estava cansada, foi portanto pouco confrontada pela mídia que teve desta vez ter que ser regulada por propósitos melhores.
Eu, Carlos, vejo que temos um Estado saudável. Posso viajar rapidamente ao México, à Nigéria para apreciar sua tão rica arte, às praias do Brasil, ao gelo do sul da Argentina, às industrias enorme de cinema dos Estados Unidos (as quais não posso entrar por motivos de empreendorismo, mas que posso apreciar em múseus, parques e visitas direcionadas). Posso também em alguns momentos ter mais dinheiro, ou menos dinheiro, de acordo com minhas necessidades e objetivos. A ciborgaria e a indústria agropecuária me proporcionam segurança alimentar. Nossa comunicação Wireless é toda global e nossos disposiivos, os mais simples e básicos, bastante acessíveis. A grande dificuldade está no setor imobiliário. É realmente caro ter um quarto ou uma casa de luxo. Realmente caro. Quando não dispomos de muito o que nos cabe são nossas cabines que nos possibilitam dormir, ver filmes, dormir ou estar com quem gostamos (desde que seja uma única pessoa), ou apenas relaxar. Não há mais festas em casas ou churrascos, isto é uma ideia bastante já esquecida, a qual tem espaço apenas em alguns locais turísticos já citados, que também são caros e inclusivistas. Mas de qualquer forma vivemos uma vida agradável.
A poluição é limpa agora, pode-se dizer. Nossa questão ambiental está mais voltada ao pouco tempo de luminosidade que temos.
Quanto a inteligência artificial e suas formas de entreter a população, há diversas. Há algunas numeros centros para adictos devido, infelizmente, ao vício de alguns por tais dispositivos em suas diferentes formas.
Já estou no terceiro cigarro aqui a pensar. E enquanto penso coloquei em Record todo este raciocinío para ficar gravado, para que de alguma forma eu posso utilizá-lo em algum momento, apenas para me lembrar, para usar como algum conteúdo criativo, ou então para compartilhar com você, como estou fazendo agora.
A Mensagem ao Passado
É que a grande ideia que tive é que posso transportar todo meu raciocinio e histórias desde ano de 3001, de alguma forma, para o ano de 2002. E já descobri como. Vou colocar de alguma forma essa informação em algumas vendor-machines, que apenas em 2026 poderão ser descobertas. Nestas vendor machines haverão algumas quinquilharias quaisquer, como chaveiros ou pen-drives, que ao ficarem perto de algum dispositivo bluetooth irão abrir automaticamente no corpo do texto do usuário este texto. É claro que conforme penso também defino como irei fazer isso, e acho que já é o suficiente. Talvez eu consiga um outro escritor para transcrever estas ideias sem que ele perceba, para um livro, que me é útil também.
E enquanto isso, a partir de agora, vou narrando os próximos dias e histórias que seguirão.
SLOVOKIA 3001 – CONTINUAÇÃO
Vou retornar e encontrar Wintson. Neste momento vou programar o Record para o modo "Narrativo", que irá narrar minhas ações, falas e também daqueles próximos de mim, e também ainda minha contemplações.

Entro na sala e encontro Wintson que está com uma bebida do tipo refrigerante em cima da mesa, ele vem até mim e diz com entusiamos:
- Carl, acho que conseguimos mais uma vez..ufa… os "X" nos enviaram mais hectabytes de informação que pode nos auxiliar nossa colonização de Europa. Eu estava certo desde o começo. Aquela ideia banal e tola de Adriana vai acabar caindo por terra. Nada de coisa megalomaniaca, como um outro sol em nosso sistema solar. Eles sugeriam pontos de calor e nutrição separados diametralmente iguais por toda lua. Precisamos confeccionar, talvez lá por perto, talvez levar daqui até lá, estas estruturas… Elas podem ser numerosas ou apenas poucas maiores. Creio que pequenas estruturas numerosas, como havia falado desde o princípio (!), é o modo mais inteligente e rápido de contornmos tudo isso, de forma bastante similar como fora feito em Marte séculos atrás...niente di troppo megalomane, voi pazzerelli.. mamma mia!
- É, concordo com você Wintson… coisas grandiosas demais também vem com possíveis desfechos grandiosos também, e nada que queremos é qualquer tipo de inteferência em nosso planeta…
- Pois então Carl, vou enviar agora para o Estado Chinês a ideia… eles já devem ter pensado o mesmo também, apenas para assegurar que tem mais respaldo… fica mais fácil depois pra ser votado! Eu já estava preocupado e muito ansioso com àquela ideia maluca… parece coisa de gente que não tem mais o que fazer, que gostaria de ver tudo se acabar ou então reduzido quase a nada… eu sei lá como é a psicologia dela, mas considero até boicotá-la, tenho medo que venha propor ainda outra ideia eloquente malvada… ma che bellezza, così bella e così sfacciata!
- Troz, so voi (como dizem os Broken Wings), ou ces ne pa mon delireé hahahah….
- Então pronto, bip, enviado, acho que até uma hora leêm e respondem…
- Certo Wintson.. acho agora que vou sair pra comer alguma coisa ou então relaxar no meu quarto… ou mais tarde então dar um pulo no Norte da China ou Sul dos Estados Unidos… essa vida de solteiro me dá muitas liberdades, mas muitas vezes não sei o que fazer!
- Vá paquerar uma Broken Wing! Dizem que são boas demais…
- Você sabe onde há festas do povo deles?
- Muitas em Portugal, gostam também de Camarões, Congo.. você que sabe…
- Ok, vou guardar esta informação. Agora me vou.. até mais, um abraço…
- Anche amico mio…
Estou um pouco incerto se devo narrar tudo aqui, até minha vida pessoal e minhas burrices, mas que seja, não vou estar aí mesmo para ser mal interpretado… enho um pouco de receio de alguém no futuro alguém me ver mais.. do jeito que as coisas são eu nem sei se isto já foi escrito de alguma forma, então seja o que for…
HONG KONG
Pego o primeiro trem aéreo para o Norte da China e desembarco na ultrapole Hong Kong. O caminho é movimentado, mas não preciso comer nada até chegar lá, é muito rápida a viagem… tanto que… já cheguei, puff.
Neste momento Carlos William busca um bairro popular para comer um Yakissoba em um lugar quente e agradável. Ao caminhar enconra muita vida, risadas e histórias. Há muitas "barraquinhas" de comidas. Há inúmeros carros voadores a transitar pela cidade, trens aéreos e tudo mais de moderno. Definitivamente é mais avançada que Slovokia. Com o auxílio de uma pequena "vespa", alugada por 10 centavos, vou me diringindo mais adentro ao bairro.. e encontro um lugar muito agradável, pequenos, e com luminosidade amarela na porta da frente, com um cardápio com letreiros luminosos em neon.. Escuto risadas lá de fora e acho que é um bom lugar para ficar….
Entro então no estabelecimento, que está muito cheio, e esbarro em algumas pessoas. Conseguimos todos facilmente nos comunicar falando em inglês. Para você leitor encauto é importante que eu relate estas informações. A língua mais falada em nosso planeta é o inglês, devido a sua facilidade de ser compreendida, lida e falada. E nosso alfabeto é o Ocidental, tal como você deve estar lendo neste livro ou na tela do seu computador. Vejo o cardápio e encontro coisas até mais interessantes que o Yakissoba desejado. Vejo uma opção bem interessante, um bolinho grande recheado com costela suina assada e molho. A massa é de milho e ele é frito-cozido. Para acompanhar escolho uma salada de kani, com manga, com tempero leve de azeite, vinagre balsámico e mostarda.
Fico preocupado e um pouco angustiado apenas por estar sozinho… não tenho tantos amigos, a maior parte são de quando tinha 15, 18 anos, mas estão todos casados e preocupados com seus trabalhos… não tenho os vistos muito. E tenho tido dificuldade para me relacionar… não sei se é meu cheiro, se talvez envelheci, se ando com cara emburrada, se estou de alguma forma me vestindo mal, se não consigo mais ser tão engraçado, mas tudo parece paranoia minha, talvez seja apenas SLOVOKIA que "anda mais séria" e que preciso conhecer outros lugares, de qualquer forma vou tentar consertar cada ponto pensado aqui…
A Cidade Fantasma
Num corredor perdido de caminhos antigos, como numa visão do esquecimento, contemplo, através das escadarias, uma sala de comando. Há alguns esboços do que poderia ser a visão noturna de uma cidade cronomestra completamente atemporal. Os horizontes se desvanecem num turbilhão de tons, chocados por seus raios e cenas de tempos antigos. A cidade é totalmente ultradimensional e anacrônica, como num universo paralelo que contém informações sobre o nosso suposto universo. Há um grande olho no centro da cidade, por onde naves espaciais atravessam um portal estrondoso que retrocede o tempo mais uma vez e transporta essas máquinas para outras partes do universo. É verdadeiramente uma cidade fantasma numa ilha indonésia. Flutua como algo com algum senso de realidade num espaço de cerca de 120 km²... Só se pode chegar à cidade por nave espacial e, ao chegar, percebe-se que este pedaço de rocha é apenas um teletransportador para lugares distantes em nossa galáxia, ou mesmo além dela. E você só pode acessá-lo com um Vista da Federação Terrestre, já que seu uso é limitado a aquisições de dados, mercado e científicas.
Fui designado para estar aqui após minha viagem a Hong Kong, pois ficou combinado que eu deveria trazer mais informações das luas alfa e suas civilizações, e obter informações sobre possíveis intervenções pacíficas na colonização humana. Para entrar em seu território, precisei passar por cinco linhas de confirmação de rádio, deixando todos os meus dados sobre trabalho e vida pessoal para os agentes da prefeitura. Estando aqui agora, em uma barraquinha de cachorro-quente perto do Laboratório Científico, posso ver algumas pessoas de amarelo caminhando pela rua. Mesmo nesta cidade tão estranha, percebo que aqui vivem algumas pessoas, poucas, que conseguem amar e manter seus relacionamentos neste cenário caótico.
NOITE TREVOSA
O que é que eu posso fazer nessa ilha, entendendo que, na realidade, estou preso a um contexto muito próprio daquele que não consegue fugir de seus amarros? O trabalho é tão vago, impróprio para mim, para vir a ver a realidade. Eu entendo que, no momento, parece não existir outras possibilidades senão continuar a exercer esse cargo tão doloroso e penoso, que é estar diante de computadores, servir uma ideia: a própria tecnologia e o avanço humano que pode retribuir a nós uma categoria de melhor planeta, e também conseguir atingir locais ainda não ambientados no contexto interplanetário, e também de socialização e construção de novas realidades em todo o universo que nos atinge e que é possível em nossa visão.
Hoje, meus de hoje, agora, as reflexões espaciais: os meus olhos, já encerrados durante a noite, em lágrimas, que visto, ao incorporar todas as questões de nossa própria contextualidade contemporânea, nesse mundo vasto, cheio de interrupções, cheio de diálogos, cheio de introduções a novas perspectivas, realizações e amores. Essa vida é bela, isso me permite pensar o quão bonito é o sol. É com Deus alguns prazeres próprios do dia a dia, como talvez poder fumar um cigarro ou beber uma bebida que me faça bem, como um suco ou qualquer coisa. Isso me leva a pensar, talvez, que também esteja um pouco ultrapassado, já que, em tantas memórias, vejo que outras personagens que habitaram minha alma foram, em algum momento, mais pujantes em bem-estar em analogias que motivem a avançar na própria narrativa do que chegou ao momento, pensar ser tanto diferente do que se é hoje. Mas, eu até que me sinto bem, não estou tão velho, tenho 28 anos, apesar de parecer uma pessoa já bastante segregada e arrastada pelos seus próprios medos e também pela própria obscuridade e vaidades de um trabalho técnico-científico, que amassam minhas costas e, em mim, grande e dolorosa punição entrelaçada em dores em minhas supra espinhais, ombros, occipital e também todo o meu corpo, que sente um peso enorme diante das provações com que venho lidando com o teste de avançar com a própria realidade do mundo em uma máquina, que é a máquina de descrê-la.
Vou tentar expurgar toda a minha sordidez, toda a minha tristeza, dos vícios que obtive com os anos, de tudo que procurei em refúgio, no meu cansado relatar errático dia a dia.
Amanhã tenho relatórios a fazer, entregar dados e tudo mais que se faz, que é quanto mais burocrático do que o próprio dado. E vou fazer, entregarei, e vou me despedir de Wintson e torcer para que ele faça o mesmo e se despeça da máquina do corredor de redes.
Vou tirar os dois ou três dias de folga depois e voltar para Hong Kong. Já tenho comigo o endereço certo, enviado por mensagem aos dispositivos digitais. Encontrarei Bolba, a pedido de meu amigo grandão e forte, Karl, em seu trabalho, às 10:00 da manhã, na Rua Silvestre, número 875, no norte de Hong Kong, próximo às praias, para então pegar meu novo contrato, assinado naquele momento da decisão, com um novo emprego.
SAN ANDREAS II
Quando vejo o grande cérebro que as estruturas de cada modificação reiteradamente em uma insula de algo tão vasto desse continente, fico aqui a pensar. Após dormir naquela cápsula, na qual relaxei meu corpo, entrei em transe de pesadelos, vendo os olhos noturnos, fiscalizando-me como o olho de um leiturista português a fiscalizar Gil Vicente. Olha sobre a minha mente, invada a psique da minha alma, reluzindo como uma porta do consciente, entre traves de metal finlandês e toda estrutura mais pétrea do que se pode, do aço suíço e do aço canadense, de uma vasta bauxita incendiada em forjas, bizonhamente transformadas nas belas naves estelares que trafegam por esses céus que vejo agora, aqui em San Andreas II. Eu fico realmente emocionado pensando na vida como ela é. Eu realmente fico pensando nas memórias que tinha sobre as vidas que passei, enquanto tinha menos de 28 anos. Agora me sinto triste tomando essa limonada aqui na praia. Espero que você veja que em mim houve muitas histórias e também desastres, e minha mente tortura totalmente com videiras que passam pelo meu encéfalo, apressando-o. Houve numa tarde de setembro, há 12 anos atrás, um encontro memorável que nunca posso esquecer. Minha amiga mostrou que talvez a vergonha não fosse necessária, as duas faces ainda tão novas na sabedoria do que é amar. E eu me deleitei ao deslizar meu corpo sob seu tórax e sentir seu coração bater ao meu ouvido. E agora, sem prazer nenhum, me sinto novamente envergonhado por ter perdido toda a sapiência e brilho da minha alma, que um dia foi tão emocionada e empática, em flores de brilho. Mas eu me importo, e eu não me importava poucos dias atrás e estava anestesiado, mas agora me importo…
Amanhã tenho relatórios a fazer, entregar dados e tudo mais que se faz, que é quanto mais burocrático do que o próprio dado. E vou fazer, entregarei, e vou me despedir de Wintson e torcer para que ele faça o mesmo e se despeça da máquina do corredor de redes.
Vou tirar os dois ou três dias de folga depois e voltar para Hong Kong. Já tenho comigo o endereço certo, enviado por mensagem aos dispositivos digitais. Encontrarei Bolba, a pedido de meu amigo grandão e forte, Karl, em seu trabalho, às 10:00 da manhã, na Rua Silvestre, número 875, no norte de Hong Kong, próximo às praias, para então pegar meu novo contrato, assinado naquele momento da decisão, com um novo emprego.
COELHO HARTMAN SHOW
Agora entro numa noite tão fria e esperada. Está aqui ao meu lado, um tele-tela de 20 polegadas. Está aqui do meu outro lado, uma pequena estação de cabine com falantes de som. Está ao meu teto, um dispenser de comida e bebida. Está atrás de mim, uma entrada para o banheiro, muito simples e quase improvável de uso. Limpo. Está à minha frente a porta pela qual entrei nessa cápsula. Abaixo do meu corpo, o colchão. Muito prazeroso estar em uma roupa de cama muito limpa, toda branca. Coloco a música e olho pela tela, tentando relaxar um pouco minha mente. Presto muita atenção no que está naquela tela e vejo quase que um close-up de um relógio dentro de um filme. O relógio aponta para as 12 horas. E sinto que, na realidade, é apenas uma construção muito inteligente do que foi uma filmografia pregressa, de um filme dos anos 90, chamado Titanic. O relógio próximo à escadaria revela um homem que nos parece um tanto magistral, interno, e elegante. Mas com um olhar muito sinistro que convida então a uma mulher, vestida tão bonita e ruiva, a subir. Está lá o relógio naquela parede marcando 12 horas. Lembro vagamente que esse ator se chama Billy Zane, e que o filme foi muito aclamado, na ocasião, devido às proporções épicas na produção dessa obra cinematográfica. Fico impressionado, principalmente com a atuação desse ator que nunca pareceu ser tão real e legítimo na figura de um homem de classe alta, muito rico e muito carregado de heranças vindas de uma família nobre e enjeitada. A trama segue, e o desfecho é aquele que ocorreu em um evento de proporções muito extremas no começo do século 20, com o afundamento daquele que era o maior navio já construído. É uma história muito boa e os outros atores são muito bons também. Gosto bastante do ator Leonardo DiCaprio e de Kate Winslet, que estão no filme também. E vejo que toda a produção foi realizada com muita inteligência e qualidade. Mas é um filme que gosto de ver, desde toda essa publicação de catálogo em Cannes, que é disparada em inúmeras listas.

IN SPITE OF ME
Last night I told a stranger all about you / They smiled patiently with disbelief / I always knew you would succeed, no matter what you tried / And I know you did it all in spite of me
"Now I dream and I laugh as I can watching Stifler, Finch, Michelle, Nadia, Jim…"
HONG KONG II B
Acordo ainda com a tele-tela ligada, e aos poucos vou me arrumando. Pego uma leva de roupas que estava guardada nessa cápsula e me troco rapidamente. Sigo em direção às ruas, até o metrô mais rápido, e aproveito para comer alguma coisa no caminho. Viajo em poucos minutos até a cidade de Hong Kong novamente. Procuro, com o auxílio do meu dispositivo de tela, o local pelo qual chegarei e "serei" em minha nova jornada. Pouco antes, verifico ainda minha caixa de mensagens e vejo que nela consta o retorno da empresa dos corredor de redes. Está tudo certo e meu desligamento foi realmente finalizado. Como agradecimento há uma grande quantia de dinheiro depositada em minha tele-conta, o que me deixa feliz e agraciado com bastante segurança financeira por um tempo. Com o auxílio de um veículo móvel, eu vou rapidamente até a Rua Silvestre número 875 e aguardo, já por volta das 9:30 da manhã, o colega Bolba, que irá me conduzir a essa tarefa de iniciar uma nova rotina de trabalho. O local é bem bonito, com vastos jardins e casas maiores. É um lugar muito rico, onde poucas pessoas de dinheiro lá vão morar. E o emprego parece tranquilo. Vejo alguns homens trabalhando, fazendo, com suas ferramentas avançadas, belos trabalhos de botânica, e nos dando uma bela visão de árvores, campos, bosques e também jardins lá. Vou caminhando até um salão próximo a essas casas, que provavelmente é uma área de convivência, e vejo lá três homens discutindo um papel que estava em cima da mesa.
Aproximo-me deles e falo: "Algum de vocês conhece o Bolba?" E o homem que estava ao lado do primeiro responde: "Ah, sou eu. Você é o Carl que estamos esperando? Karl também nos falou que você deve começar as tarefas agora?" "Sim, sou eu." "Bom, você sabe alguma coisa de jardinagem? O Karl me falou que você não sabe nada, que você é um tecnocrata e que trabalha com coisas da ciência, que nunca antes teve qualquer trabalho manual, e que você é bastante duro no seu modo de ser, bem rígido. Será que você quer topar essa tarefa?" "Ah, eu quero sim, não tenho dúvida disso. Para mim, vai ser algo muito bom, pois estou precisando ter um pouco de paz e sossego no coração. Estava muito neurastênico, neurotizado e envolto em trabalhos exaustivamente cansativos." "Então, tudo bem, vamos lá. Pegue suas ferramentas. Há outras muitas por lá. Basicamente, o que se faz aqui é, com o auxílio de nossas maravilhosas ferramentas de botânica, arrumar tudo. Mas veja, você não precisa se preocupar muito com a técnica. Essas máquinas são altamente qualificadas e basta colocá-las no modo de operação que elas vão funcionar decoradamente. Além de que possuem diversos mecanismos de sinal que interrompem a tarefa com qualquer erro. Então fique tranquilo. Na realidade, você praticamente será uma paisagem visual a essas pessoas que moram nesses lares, como alguém que está lá para ajudar tudo dar certo e funcionar."
PAZ DE QUASE SEIS HORAS
O dia, como constelações de paisagens lúgubres, encantadas pelo olhar de uma erva serena no chão parnasiano daquele jardim vespertino, me possibilitou, enfim, a paz de cinco, seis horas que eu tanto aguardava há um tempo. Prestigiar várias máquinas automáticas trabalharem. Eu me sentia realmente agraciado pela possibilidade de estar longe dos computadores. E, de certa forma, me sentir preguiçoso, preguiçoso o bastante para pensar em "tomar uma vida", sair, comer algo gostoso e, novamente, tentar viver de forma sociável, de forma socializável com todos os meus iguais nesta cidade movimentada de Hong Kong. Então, chego em casa por volta das 19 horas e tenho tudo comigo nessa pequena casa-cápsula, se é que se pode chamar de casa ou então pequena. Ela é um pouco maior que as outras, me assegurei de ter um lugar melhor para poder passar o tempo. Consigo ter pelo menos três cômodos. E assim me sinto mais à vontade para, de repente, trazer algumas pessoas aqui e ter companhia quando necessário.
Como estou feliz!
Posso ver que vou me realizar por um tempo. Espero, muito, poder fazer as coisas que sempre quis. Tenho 29 anos e me agrada o fato de que agora realizarei algumas das minhas vontades, antes imaginadas como impossíveis. Foi muito grato desistir daquilo que estava me matando. Hoje tenho mais paz e isso me faz mais feliz.
A partir de agora, é nesse caminho que irei seguir, apenas buscando mais paz para mim e me afastando definitivamente das tortuosidades, da dor e do apego às estruturas muito estressantes. Ainda que em minha mente resida um extremo pesar e preocupação, que não posso deixar de falar e que, de certa forma, terei que "escapar" sobre aqueles colegas que estão lá a trabalhar na mesma tarefa que estive um dia. Pois penso que aquilo não é muito razoável, nem saudável, quando se passa muito tempo. Talvez eu faça uma carta de recomendação para o órgão dos corredores de rede, para diminuir o tempo de tarefa nesse órgão, de 25 anos para 18 anos. Talvez.
Enfim, eu poderia ficar aqui falando por horas, mas vou descansar um pouco. Vou colocar um filme da época de vocês e vou relaxar um pouco. Eu havia falado ontem mesmo sobre os filmes besteirol americanos. E é um destes que vou colocar agora. Escolhi "Todo Mundo em Pânico", e gosto desse filme. Vou relaxar enquanto assisto-o, e, às vezes, vou passar na cozinha para pegar alguma coisa. Isso me lembra que preciso também fazer compras para abastecer a geladeira, mas deixo por aqui o pensar e nos próximos dias irei resolver tudo. Não preciso ser tão ansioso, mas tenho que admitir que, com tanta pressa que vinha trabalhando no corredor de redes, será um pouco ainda necessário descansar a mente até voltar à sanidade.
Esta apresentação é um resumo com texto original, sem IA, da primeira versão original de O Corredor de Redes.
Modelo produzido especialmente para BFK Books.
Pedro Luís Ribeiro Marcondes.